• Agência Controlleads MKT Dig

A História do Batom



A palavra batom é originária de seu termo em francês, “bâton“. Possuindo origens incertas que remontam desde a era dos sumérios, a primeira civilização que povoou o sul da Mesopotâmia, é possível que o batom tenha também surgido no Egito. Lá, seu uso era feito tanto por mulheres quanto por homens, que utilizavam uma mistura de carmim, ocre vermelho e cera ou gordura.


Um dos primeiros registros do uso do batom foi avistada em um busto de


Nefertiti. A estátua que está no museu de Berlim, na Alemanha, apresenta os lábios da rainha pintados, bem como os olhos bem definidos com kohl.




Todavia, Cleópatra também era comumente representada utilizando batom, que era feito por meio de corantes.

Já na Grécia antiga, as mulheres faziam seus cosméticos por meio de produtos naturais. Era utilizada uma raiz vermelha chamada “polderos”, misturada com cera de mel, dando aos lábios um aspecto hidratado. Na alta classe do Egito, o batom era feito com “púrpura de Tyr”, uma tinta raríssima da cidade fenícia de Tiro. Na Grécia, todavia, mulheres respeitosas não eram autorizadas a passar batom. O hábito era reservado às prostitutas, algo que as distinguia nas ruas. Elas utilizavam corante vermelho, suor de ovelha e excremento de crocodilo.


Na época, a primeira lei relacionada ao batom foi promulgada: a de que prostitutas podiam ser punidas caso não utilizassem batom para se identificarem. Na Roma antiga, porém, a situação já havia melhorado consideravelmente. Mesmo que o batom fosse constituído de uma quantidade quase fatal de ingredientes tóxicos, era utilizado por ambos os sexos, de forma que a classe social pudesse ser distinguida.


O batom na idade média

Fonte: Medium




O cosmético no período medieval foi alvo de muita controvérsia. Por um lado, o batom era condenado pelos religiosos, insistindo que ele “desafiava Deus e sua obra”. Por outro, seu uso já havia há muito sido estabelecido, algo que distinguia as classes sociais. As mulheres da alta-sociedade da região da átual Itália, por exemplo, utilizavam rosa-choque, enquanto as classes inferiores eram vistas com a cor vermelha.


1700

Durante esse período, o governo britânico aprovou uma lei que proibia o batom. O cosmético era responsável por “seduzir os homens”, algo que podia fazer com que as mulheres fossem julgadas até mesmo por bruxaria. Além disso, determinados estados norte-americanos também acataram aos ideais, certos de que mulheres que utilizaram batom durante algum momento do matrimônio podia fazer com que ele fosse anulado. Todavia, na pré-revolução francesa, a moda do batom vermelho não foi perdida, pois ele auxiliava o aspecto da “pele de porcelana”.


1800 na história do batom

A rainha Victoria foi responsável por fazer o batom sair de moda durante o período de 1800 no mundo ocidental. Contudo, em 1860, o cosmético volta com toda a força, marcando o início do renascimento do uso de cosméticos. A marca Guerlain, hoje em dia extremamente conhecida, foi a primeira a fazer um batom de sucesso durante 1880, feito a partir de toranja, manteiga e cera. Mesmo assim, o ato de aplicar batom ainda era feito no sigilo: a atriz Sarah Bernahrdt chocou o mundo ao aplicá-lo em público no final do século XIX.


1900

Fonte: Moda Histórica

A virada do século XX já apresentava a maquiagem como algo socialmente aceitável. Uma das primeiras manifestações em massa de mulheres utilizando batom foi com as sufragistas em 1912,




que tomaram as ruas de Nova York com a cor vermelha na boca. Depois do acontecimento, o cosmético tornou-se um símbolo da rebelião contra os séculos de autoridade ferrenha masculina.

O ano de 1915 apresentou o batom como é conhecido hoje, em tubo, por meio de seu criador, o americano Maurice Levy. Mesmo assim, o cosmético ainda era extremamente rudimentar, possuindo em sua composição cera de abelha, azeite de oliva e até mesmo insetos esmagados, o que o deixava rançoso após muitas horas de uso. Era comum que a maioria das fórmulas possuísse ingredientes tóxicos, algo que só se tornou preocupação em 1938 pelo congresso americano.


1920 – 1930 na história do batom

Nessa época, o batom já era um dos cosméticos mais populares de todos. As estrelas do cinema eram constantemente vistas com os lábios pintados de vermelho escuro, e suas fãs tentavam a todo custo replicar o mesmo glamour das atrizes. Nesse sentido, em 1933, revistas até mesmo declaravam que o batom era o cosmético mais importante que uma mulher podia ter. Mesmo com a grande depressão, o produto era comprado por todos. Os altos números de venda ficaram até mesmo conhecidos como “Lipstick Effect”.


1940

Logo depois, durante a Segunda Guerra Mundial, o batom virou até mesmo símbolo político.




Campanhas publicitárias introduziam o cosmético como parte da propaganda política, criando produtos com nomes como “Vermelho da Vitória”. Esse era também um incentivo para que as mulheres continuassem comprando, mesmo em tempos difíceis.


1950

A década de 1950 ficou marcada pelo ano de 1952, onde a marca Revlon lançou uma das campanhas publicitárias mais efetivas da história, a popular “Fire and Ice”. Nela, a propaganda de página dupla possuía 15 perguntas que tinham como finalidade testar as leitoras. Assim, seria possível descobrir se elas se encaixavam com seu novo lançamento, o batom Dorian Leight. Todas queriam parecer estrelas como Elizabeth Taylor e Marilyn Monroe, que sempre eram vistas com suas bocas vermelhas, tornando o cosmético muito desejável.


1960 – 1970

Os anos 60 e 70 fizeram com que os números de vendas de batom vermelho decaíssem consideravelmente. Nesse sentido, é possível justificar a queda pelo movimento hippie, que pregava uma aparência mais natural, enquanto grupos feministas acusavam o batom vermelho de ser nada mais que uma ferramenta para o prazer masculino. A volta do glamour da era do disco recuperou a popularidade do produto, mas na cor cereja e com bastante gloss. Subculturas como o punk e o rock também trouxeram de volta o uso das cores escuras.


1980 – 1990

Fonte: We Fashion Trends





Por fim, em 1980, a popularidade dos lábios extremamente vermelhos voltou à todo vapor. Não há como não lembrar da Madonna em seus primeiros anos de fama, com sua boca sempre pintada. Todavia, os anos 90 instigaram a tendência dos tons nude, bem como tons de marrom. Com o fim do milênio, a nova cor preferida era qualquer uma que combinasse com o humor e aparência da mulher.


Curiosidades sobre a história do batom


Antes de mais nada, o batom é um cosmético tão marcante que é impossível não existirem as mais diversas histórias sobre sua existência. Sobretudo, o produto é uma ferramenta que torna quem o utiliza confiante, é uma forma de expressão e suas diversas cores instigam a criatividade.

  1. Uma das mulheres da Antiguidade que mais popularizou o uso do batom foi a faraó Cleópatra, que utilizava besouros de carmim esmagados para pintar os lábios, deixando-os com um tom vibrante.

  2. Além disso, a Rainha Elizabeth I também lançou a moda do batom vermelho em sua corte durante o século XVI. Ela e as senhoras da realeza pintavam os lábios com cera de abelha e mercúrio vermelho.

  3. Existe até mesmo um estudo que diz que mulheres comem cerca de 4 a 6 quilos de batom ao longo da vida ao lamber os lábios.

  4. O Parlamento Britânico, em 1770, aprovou uma lei que condenava as mulheres por bruxaria ao utilizarem batom vermelho.

  5. Certos períodos da história abominavam o batom, ao passo que durante a Idade de Ouro islâmica, o médico e químico Abu al-Qasim al-Zahrawi inventou o batom sólido, que vinha em moldes. Todo o processo está em sua enciclopédia da medicina, o Al-Tasrif.

  6. Por outro lado, em 1930, o maquiador das celebridades Max Factor inventou o brilho de lábios.

  7. Por fim, em 1950, o primeiro batom de longa duração da história foi desenvolvido pelo cientista americano Hazel Bishop. Além disso, o produto também não manchava!

E aí, o que você achou dessa matéria sobre a história do batom? Cadastre se em nosso site e receba nossas news letter


Ah! Conheça nosso curso de Maquiagem, tem tudo a ver...: